BIBLIOGRAFIA ANOTADA 2 –
artigos. #ppel7
Por Ana Freire
Coutinho, Clara. (2013). Web
2.0: desafios para o e-Learning. Disponível em: http://romulo.det.uvigo.es/ticai/libros/2008/2008/TICAI_2008_Cap15.pdf.
Acesso em: 28 de abril de 2014.
Analisar os processos de
aprendizagem mediados pela web 2.0 é o objetivo deste artigo, mesmo que a
definição de web 2.0 ainda não seja consenso. Mas é importante discutir os
novos paradigmas educacionais, e por isso, a autora expõem que a maneira de nos
comunicar mudou e que surge uma nova geração chamada de e-Learning, onde apresentam
o conceito de Personal Learning Environment.
A ideia de que o ambiente
virtual de aprendizagem é o atual modelo, é desenvolvida aqui. A nova postura
dos internautas, a de interagir com os conteúdos colocados nos sites, faz com
que as ferramentas da web 2.0 sejam utilizadas na sala de aula e que possam
incentivar novas aprendizagens. Toda pessoa agora pode se tornar um produtor de
conhecimento e pode auxiliar na estruturação do conteúdo disposto em sites e
plataformas educacionais.
Enriquecendo o texto, a
autora relata a execução de um projeto de investigação, em 2006, cujo objetivo
era estudar novas metodologias de utilização das TIC e da internet nos cursos
de formação inicial e pós- graduação de professores na Universidade do Minho.
Teve como conclusão que um grau elevado de estudantes que desconheciam o
conceito de Web 2.0 e de suas ferramentas.
Mesmo que na opinião dos
professores a Web 2.0 é importante para o desenvolvimento de situação de
aprendizagem, muitos ainda não a utilizam em seu real potencial.
Dentre as vantagens da
utilização de ferramentas Web 2.0 em ambientes de aprendizagem online podemos
mencionar que promove a comunicação entre professor-aluno; que oferece
ferramentas que estimulam o entusiasmo pela escrita, formulação de opiniões e debate
e promove o trabalho colaborativo.
A escolha dos conteúdos
que melhor se adéquam ao objetivo do aluno e que irão fazer parte de seu PLE é
o ponto forte. Isso reforça a questão da autonomia do estudante em relação ao
seu estudo.
Um questionamento que a autora
faz é em relação a se vale a pena criação de cursos online e qual o futuro das
instituições que oferecem formação a distância? Finaliza questionando quais
seriam as vantagens destas novas aprendizagens e ainda, quem seriam os responsável
pela validação dos conteúdos dos PLE e certificação das competências individuais.
Os autores apresentam a
definição de aprendizagem como um processo de mudança de comportamento obtido
através da experiência construída pelos fatores emocionais, neurológicos,
relacionais e ambientais.
Dentre as maneiras que o
aprendizado pode ocorrer estão: a aprendizagem situada, a aprendizagem
permanente, a aprendizagem formal, a não formal e a informal, a aprendizagem
invisível, sendo que neste artigo foi adotado como base a aprendizagem
invisível, que segundo os autores, permite que os estudantes atuem e apliquem o
seu conhecimento, resolvendo seus problemas.
O objetivo principal é a
necessidade de demonstrar seus aspectos principais e associando-os ao conceito
de Ambiente Pessoal de Aprendizagem (PLE – do inglês, Personal Learning
Environment) que surge como uma proposta de desenvolver no aluno o controle nos
estudos relacionado a ambientes de aprendizagem, contrastando com o que
tradicionalmente acontece com a utilização dos Sistemas de Gerenciamento da
Aprendizagem (LMS – do inglês, Learning Management Systems), onde normalmente
está sob o domínio da instituição de ensino.
A organização deste artigo
assim se configura: a seção 2 apresenta conceitos e a proposta da aprendizagem
invisível; a seção 3 fala da importância da utilização das PLEs no universo
acadêmico e suas abordagens nos dias atuais no processo de aprendizagem; a
seção 4 expõe os aspectos avaliativos que devem ser parte de processo de ensino
que proporciona vivências, mudanças, avanços, progressões e, acima de tudo,
aprendizagem, e o impacto desta avaliação com base na utilização das PLEs; a
seção 5 defende o impacto na educação à distância (EAD), na prática cotidiana
de buscar novas abordagens através desta modalidades de ensino, dissolvendo
velhas ideias, não só no discurso, mas também na trajetória sócio educativa,
levando a uma modificação no pensar e agir com implicações efetivas na
participação e inserção das pessoas nas comunidades em que vivem; e a seção 6 é
apresentada as considerações finais do trabalho.
Com a adoção de um sistema
de PLE, além da liberdade dos alunos em construir sua própria experiência de
aprendizagem, facilita o processo de avaliação contínua do professor.
Para atividades futuras é
necessário aprofundar na elaboração de objetivos de ensino e atividades
avaliativas, para o processo de ensino aprendizagem invisível, criando assim
uma equipe responsável para efetivar o estudo. E assim, realizar a pesquisa de
campo com presenças de professores das redes públicas de ensino para validar os
métodos de ensino e avaliação, sempre existindo a contribuição para a melhoria
da qualidade da educação.